31 de janeiro de 2011

Lisboa em 1865

A exemplo do post de “Lisboa 1880 …(1)” (Dezembro de 2010), baseado no “Novo Guia do Viajante em Lisboa “, publico hoje um post, retirado do “Roteiro do Viajante no Continente e nos Caminhos de Ferro de Portugal em 1865”, por João António Peres Abreu, impresso em Coimbra pela Imprensa da Universidade no mesmo ano.

Não só se dão indicações úteis ao viajante, como conselhos aos mais desprevenidos e distraídos, que visitam a cidade de Lisboa.

                 

clicar para ampliar                                                                                                                                                          retirado de: Archive.org

29 de janeiro de 2011

Largo de Cacilhas

Freguesia inserida na cidade de Almada, Cacilhas é afamada pela sua grande oferta de restauração consagrada ao peixe bem fresco, e pelo importante interface de transportes públicos, que ligam, através dos barcos “Cacilheiros” (ver posts na etiqueta “cacilheiros”), Lisboa à margem sul do Tejo, contando igualmente com uma boa rede de comunicação viária nesta vertente sul da grande região de Lisboa.

 

Os vestígios de ocupação humana de Cacilhas remontam ao século VIII a. C., com escavações arqueológicas que atestam a existência de um povoado indígena da Idade do Bronze e, posteriormente, de um importante interposto comercial fenício. Desde longos anos que Cacilhas demonstra, pois, a sua faceta de importante ponto de comunicação, na margem do Rio Tejo.

                                  

Em 23 de Julho de 1833 deu-se aqui um combate entre as tropas liberais, comandadas pelo Duque de Terceira, e as forças miguelistas, comandadas por Teles Jordão. Estas foram derrotadas e as tropas miguelistas no dia seguinte entraram em Lisboa.

                                  

Foi em 1958 que aqui teve lugar o '”Tratado de Cacilhas” , que foi o acordo celebrado entre o General Humberto Delgado e Arlindo Vicente (candidato do PCP), no qual este último desistiria a favor do primeiro, às presidenciais de 1958, contra o Almirante Américo Tomás candidato da União Nacional.

                                   

fotos in: Arquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

Para além de uma bonita zona ribeirinha, que tem sofrido diversos trabalhos de melhoramento e reformulação, por forma a adaptar um espaço degradado num agradável espaço de lazer e melhor relação da cidade com o Rio Tejo, Cacilhas é igualmente dona de um interessante Património, como a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso (reconstruída em 1759), a estação arqueológica da Quinta do Amaraz que muito tem a dizer sobre a região, ou a Fábrica Romana de Salga de Cacilhas, provavelmente construída no século I d.C..

28 de janeiro de 2011

Propaganda na Guerra Colonial (2)

No seguimento do post anterior, neste publicarei propaganda durante a guerra colonial portuguesa, contra a guerra colonial e colonialismo …

       

         

          

                                   

panfletos in: Ephemera

Propaganda na Guerra Colonial (1)

A dias do cinquentenário do início da Guerra Colonial nas Província Ultramarinas, iniciada em Fevereiro 196,1 recordo neste post e no seguinte propaganda pró guerra colonial e colonialismo …

  

 

                                                                                 em 1972

                                 

                         

                                                                         “A tropa é tua amiga”

  A Tropa é Tua Amiga.2 

imagens in: Ephemera

no próximo post, publicarei propaganda contra a guerra colonial e colonialismo.

27 de janeiro de 2011

Publicidade Antiga do Porto (1)

Anúncios bem antigos relativos a estabelecimentos comerciais, e outras instituições da cidade do Porto

                                                          1909                                                                                 1910

        

                                                   1910                                                                                  1910

        

                                                  1910                                                                                    1910

         

Sacavém (1)

Sacavém foi reguengo, e terra da Coroa, durante alguns séculos, daí a importância económica das actividades agrícola e vinícola na região.

A tradição afirma que durante a Idade Média, uma Albergaria de leprosos e peregrinos desempenhou um papel marcante em Sacavém. Sabe-se que em 1599 a peste devastou a população e como a igreja matriz (já desaparecida) não chegava para enterrar os mortos, o prior mandou sepultá-los junto da Capela de Santo André, onde tinha havido um hospital de leprosos e albergaria de peregrinos. Ao ser aberta a primeira cova surgiu uma imagem gótica. O povo de imediato a levou em procissão até à capela de Santo André, pedindo a Nossa Senhora da Saúde que os livrasse da peste. Desde então o povo de Sacavém venera a Nossa Senhora da Saúde e dedica-lhe uma festa anual, no primeiro domingo de Setembro.

Duas gravuras de 1850

 

O terramoto de 1755 destruiu quase totalmente esta freguesia, arruinando a igreja matriz, que foi substituída pela Capela da Nossa Senhora da Saúde.

Por esta altura aqui viviam cerca de 1.500 pessoas, em 353 fogos e pouco desenvolvimento houve até ao século XIX. Apesar da forte actividade agrícola e comercial da região (o rio acabou por ter uma importante função como via de escoamento de produtos agrícolas), a população era constituída essencialmente por trabalhadores rurais e pequenos artesãos. A freguesia estava cercada de Quintas pertencentes à nobreza, que durante as lutas liberais foram passando para a burguesia.

                         Ponte de transporte de água para Lisboa                           Ponte sobre o Rio Trancão em 1961

 

No século XIX, importantes obras vêm dar novo impulso à freguesia. A construção do Forte Monte Cintra e da estrada militar, integrados nas linhas de defesa de Lisboa, a ponte de cantaria e ferro sobre o Trancão para a estrada que liga a Capital ao Porto e a fábrica de tinturaria e estamparia na Quinta das Penicheiras são factores que motivam o desenvolvimento da comunidade.

Em 1856, Manuel Joaquim Afonso funda a “Fábrica da Loiça de Sacavém” que, vinte e cinco anos depois, emprega 400 operários. Ainda em 1856 inaugura-se a linha do caminho-de-ferro, ligando Lisboa ao Porto e passando por Sacavém. Dos arredores e do interior do País começam a chegar pessoas que trocam o campo pela fábrica, na busca de melhores condições de vida.

                                        “Fábrica de Loiça de Sacavém”                                  Estação de comboios de Sacavém

 

Entretanto, o aumento e melhoria das vias de comunicação fazem de Sacavém um local privilegiado para a fixação de indústrias e o número destas vai crescendo. Com ele aumenta a população e, consequentemente, a população transforma-se. Já não é uma classe agrícola, mas fabril. Um pouco por toda a freguesia surgem "Vilas Operárias", pequenos núcleos habitacionais que ainda hoje mantêm, na quase totalidade, as suas funções iniciais.

Cais junto ao rio Trancão, e estrada junto ao cais

 

Vila de Sacavém e Quartel dos Bombeiros Voluntários, em 1961

 

Fotos in: Arquivo Municipal de Lisboa

Pouco a pouco, a fisionomia de Sacavém foi-se alterando: as quintas dão lugar a novas fábricas ou adaptam-se a habitações.

Nos finais do século XIX, a freguesia conta com mais de 2000 habitantes, dos quais cerca de metade são operários da Fábrica de Loiça, indústria de crucial importância económica para a zona.

O movimento associativo começa a ter expressão no início o século XX - em 1900 é fundada a "Sacavenense", Cooperativa de Crédito e Consumo, uma das mais antigas de Portugal. Logo depois surge o Clube Recreativo (1909), o Sport Grupo Sacavenense (1910), o Clube dos Caçadores (1921) e a Academia Recreativa e Musical de Sacavém (1927).

Em 7 de Dezembro de 1927, Sacavém é elevada a Vila . No dia 4 de Junho de 1996, foi elevada à categoria de Cidade.

26 de janeiro de 2011

Incêndios em Lisboa

                             Combate a um incêndio num edifício no Largo de Camões, em Lisboa

  Incêndio no Teatro Ginásio , em 1921                           Incêndio na Avenida 24 de Julho em 1917

 

  Incêndio provocado por explosão na Companhia do Gás em Lisboa, e no Teatro República, ambos em 1914

 

fotos in: Arquivo Municipal de LisboaBiblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

                                   … e o mais grave de sempre, no Chiado em Agosto de 1988