28 de fevereiro de 2011

SAP - Serviços Aéreos Portugueses

A “SAP - Serviços Aéreos Portugueses Lda”. foi a primeira companhia de aviação comercial fundada e a operar em Portugal. E foi também a que registou o primeiro avião civil em Portugal.

                      

                                                             Avião “Junkers” F-13 de seu nome “Lisboa”

                       
 
No âmbito da sua expansão europeia, através da criação de subsidiárias regionais, em 1922 a ‘Junkers Lufverkehr A. G.’ (empresa prestadora de serviços de transportes aéreos da Junkers) iniciou contactos com a ‘Companhia Portuguesa de Navegação Aérea Lda.’, empresa privada fundada nesse mesmo ano, para o estabelecimento de uma cooperação ao nivel da prestação de serviços aéreos. A Junkers forneceria aeronaves à empresa e, em troca, receberia parte das suas acções. Por dificuldades várias, entre as quais a da falência da Junkers Lufverkehr, essa cooperação não iria avante, nunca chegando a empresa a operar.
 
Finalmente, a 19 de Maio de 1927, a Junkers funda a “SAP - Serviços Aéreos Portugueses, Lda.”, com um capital social de 50.000 escudos, em conjunto com os sócios privados António Alberto Eça de Queirós, J. Wimmer & Co., Willi Albert Grote e José Vieira da Fonseca. O objectivo inicial da SAP era o estabelecimento de ligações aéreas para a Albânia.

Em 4 de Maio de 1919, com apoio financeiro do governo português o capital social é aumentado para 1.000.000 de escudos. a ‘Junkers Flugzeugwerk AG – Jfa’ entra com 49% do capital e o restante distrubuído pelos accionistas fundadores, sendo o maior accionista individual o português António Alberto d’Eça de Queiroz (302.000 Esc) filho do escritor Eça de Queirós.
 
No entanto, em vez das planeadas rotas para a Albânia, a SAP estabeleceu sim um serviço de ligação entre Lisboa, Madrid e Sevilha. As ligações aéreas com a Espanha eram feitas em conjunto com a UAE - Unión Aérea Española, outra subsidiária da Junkers. A UAE operava os voos e a SAP fornecia os serviços de terra em Portugal.

                                                  

                                                        
 
Em 1929, em virtude da fusão da ‘UAE’ com a ‘CLASSA’, a cooperação com a SAP foi interrompida e os serviços terminaram. A SAP tentou então relançar o serviço autonomamente. Para isso, recebeu o seu único avião, um ‘Junkers F-13’ , baptizado "Lisboa" que tinha sido enviado para Portugal em 1925. Este avião tornou-se um pioneiro pelo facto de ter sido a primeira aeronave civil registada em Portugal, recebendo a matrícula "C-PAAC" (C/n 2042)

                        Junkers F-13 “Lisboa” em 1929                                     Fundadores da “SAP’” em 13 de Maio de 1929

     

O piloto português Amado de Cunha iniciou em 10 de Junho de 1929, tendo nos primeiros 2 meses de vôos, transportado 89 passageiros. A SAP transportou neste ano de 1929 um total de 1.026 passageiros em 347 vôos. O Junkers F-13 voou 20.605 Kms num total de 146 horas de vôo.
 
No entanto, a falta de acordo entre os governos de Portugal e da Espanha sobre o tráfego aéreo, e as incertezas políticas,  obrigou ao fim das operações aéreas da SAP entre 1930 e 1936. O avião Junkers F-13 voltou à Suécia em Julho de 1930.

Existem notícias de em 1936 ter sido entregue um avião Junkers JU-52/3M, mas nunca se descobriram, nem fotos, nem numero de registo ou construção.

A SAP passou a operar apenas como companhia fornecedora de serviços de terra e agente de vendas da ‘Deutsche Lufthansa AG – DLH’, que em 1937 passou a ser a sua maior accionista, após ter comprado a posição maioritária da ‘Junkers Flugzeugwerk AG – Jfa’ .

                                                                Junkers da Lufthansa, no Funchal

                                     

Os “SAP - Serviços Aéreos Portugueses, Lda.” terminaram as suas atividades após a saída do último avião da Lufthansa de Portugal e Espanha em Abril de 1945, tendo a companhia sido dissolvida.

Fotos in: Airliners.net, Hemeroteca Digital, Wikipédia, Ex-OGMA

26 de fevereiro de 2011

Raid Automóvel em 1927

Em Novembro de 1927 a firma ‘Orey Antunes Antunes & Cª Lda.’, representante dos carros americanos “Packard” e “Nash”, promoveu um Raid Automóvel entre Cacilhas e Alter do Chão, dando início a uma série às províncias de Portugal, com o intuito principal de dar a conhecer as revistas do universo das ‘Livrarias Aillaud & Bertrand’ : ‘Ilustração’, ‘Voga’ e ‘Magazine Bertrand’, além das marcas de automóveis “Nash” e “Packard”.

O Raid com início em Cacilhas, passava por Crato, Estremoz, Vimieiro, Fronteira, Vila Viçosa, Arraiolos, entre outras localidades, e terminava em Alter do Chão, no concelho de Portalegre.

                                                                     Anúncio de 1927

                                  1927 Automóveis Nash

A "Nash Motors" foi fundada em 1916 pelo ex-presidente da “General Motors”, Charles W. Nash que adquiriu a empresa "Thomas B. Jefferey Company", cujo automóvel mais conhecido tinha sido o "Rambler", cuja produção se tinha iniciado em 1902 em Kenosha, estado de Wisconsin nos EUA.

O carro utilizado foi um “Nash”  Light Six Tourer , com as seguintes características:  6 cilindros, 2.800 cm3 debitando 21,6 Hp de potência, travões às 4 rodas, sistema de luzes de 6 Volts

                             O “Nash” antes da partida com o stand da ‘Orey Antunes’ como fundo

                              1927 Raid Nash-Packard.0 (Nov.)

 

A revista “Ilustração” de Novembro de 1927 noticiava:

« (…) conduzido pelo técnico e az do volante Henrique de Brito, o formoso carro que damos reprodução, levará a todos os cantos de Portugal o nosso fotógrafo Mário Novais e o jornalista ilustre que é Castelo de Morais, numa grande divulgação das nossas revistas que é um abraço a toda têrra portuguesa».

«O “Nash” voa sempre sem uma “panne”, sem um desfalecimento …., ideal carro como um condutor ideal que é Henrique Brito, o nosso volante,impressionante de precisão e competência … Cá está, quasi ao pé de nós o castelo de Extremoz … »

                        Estremoz no horizonte ……                                              ….. e no Vimieiro

CFT003 051847 001CFT003 051850 001

estas 2 fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

No final do ‘Raid’, a revista escrevia:

«As nossas fotos mostram-nos eloquentemente que, no Alentejo há só atalhos mais ou menos largos, mais ou menos transitados. Foi por êsses verdadeiros "caminhos de cabras" que o "Nash" conduziu a nossa missão jornalística, com a segurança dum prodígio de mecânica.
Henrique de Brito, o técnico conhecidíssimo e volante maravilhoso, realizou uma verdadeira performance desportiva, sem um estrago no carro magnífico, sem uma câmara de ar furada, com um consumo de essência minúsculo e com uma média de marcha completamente deslumbrante»

                         Artigo completo na revista “Ilustração” acerca deste evento automobilístico

1927 Raid Nash-Packard.1 1927 Raid Nash-Packard.2

pelas fotos do artigo, compreende-se a razão dos rasgados elogios ao condutor e ao carro, atrás transcritos ….

25 de fevereiro de 2011

Os Fósforos e a ‘Fosforeira Portuguesa’

Em 25 de Abril de 1895, o então Presidente do Concelho e Ministro da Fazenda, Conselheiro Hintze Ribeiro fez desaparecer, por decreto, as 69 fábricas de fósforos espalhadas pelo continente do reino e ilhas adjacentes, entregando o exclusivo do fabrico de acendalhas e palitos, ou pavios fosfóricos, à ‘Companhia Portuguesa de Fósforos’ que abriu duas fábricas de grande porte; uma em Lordelo do Ouro, no Porto, e outra no Beato, em Lisboa.

Dadas as precárias condições de segurança em que se manuseavam estes materiais altamente inflamáveis sucediam-se, em todo o país, situações de pequenos e grandes incêndios, alguns provocando vítimas humanas e elevados prejuízos materiais, dado que, grande parte destas fabriquetas se encontravam instaladas em pequenas lojas, "roubadas" aos animais, existentes nas próprias habitações. As más condições de protecção em que se realizavam 12 a 16 horas de trabalho diário, perante a indiferença das autoridades, associadas aos perigos de emanações tóxicas, constituía um elevado risco de vida pois poderia causar necrose ou gangrena dos ossos e poderia levar à morte.

                                                ‘Cª Portugueza de Phosphoros’, em 1911

                                               

Este monopólio de produção de fósforos de enxofre, integrais e amorfos, de cera e de madeira, que foi dado em exclusivo, pelo prazo de 30 anos, ao negociante do Porto, Francisco António Borges, viria a sobreviver à Primeira República. Expirado o prazo concedido, cria-se a ‘Sociedade Nacional de Fósforos’, em 1925, que herda os alvarás de produção da ‘Companhia Portuguesa de Fósforos’, tornando-se numa das mais importantes unidades do sector a nível nacional. A sua extensa linha de produção integra todos os trabalhos desde corte e tratamento da madeira, à realização da "massa" dos fósforos e respectivo embalamento. Mais tarde, em 1926, surge em Espinho, outra empresa importante, a ‘Fosforeira Portuguesa’ e, no Porto, ainda mais duas companhias, a ‘Continental’ e a ‘Lusitana’.

                                             Exterior da ‘Fosforeira Portuguesa’, em Espinho

                         

Máquina de fabricação da massa dos fósforos                 Diferentes tipos de fósforos comercializados

fotos anteriores in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

                                                                    Interior da fábrica

 

A vulgarização do uso do isqueiro (já inventado em 1816, pelo alemão Johann Wolfgang Döbereiner) viria a fazer decair esta notável indústria. Perante isto, Salazar, lançou a "Licença Anual para uso de Acendedores e Isqueiros", numa tentativa de refrear a sua crescente utilização, já que causava um enorme rombo na indústria fosforeira nacional, para ela revertendo toda a receita das licenças emitidas, bem como o valor das multas aplicadas pela inobservância da lei; embora, neste caso, 30% se destinasse ao fiscal autuante. Já sem aplicação prática, mau grado a existência de um extenso "corpo de fiscais" para punir e dissuadir a utilização de isqueiros, na via pública, esta lei acabou por ser abolida em 1970.

               

Mas, com a globalização, a indústria fosforeira portuguesa nada pôde fazer para resolver a crise que se instalou no sector e que pôs em causa a sua viabilidade no nosso país. Trata-se do problema da concorrência, resultado da importação de fósforos dos novos países da União Europeia e de países terceiros, como a China.

                                              Carteiras de fósforos da ‘Fosforeira Portuguesa’

            

A ‘Sociedade Nacional de Fósforos’ sucumbe, deixando atrás de si, as suas famosas colecções de caixas e carteiras de fósforos, temáticas e publicitárias, muito ao gosto dos apaixonados coleccionadores filumenistas. Por arrasto da mudança dos hábitos de consumo, as grandes e importantes fábricas fosforeiras portuguesas, que produziram durante décadas autênticos objectos de colecção, que alimentaram o filumenismo, acabaram por entrar em decadência e encerrar.

                                                Concurso da ‘Fosforeira Portuguesa’ em 1931

                                        

Montra no ‘Eduardo Martins & Cª, Lda’. , alusiva ao concurso, mostrando os produtos da ‘Fosforeira Portuguesa’ e os prémios

                  

A ‘Fosforeira Portuguesa’, já só com 39 empregados, encerra a 30 de Setembro de 2006,  e no mesmo mês é trespassada , recebendo a partir dessa data a designação de ‘Chama Vermelha, S.A.’ estando, actualmente, localizada em Vila Nova de Gaia e sendo a única empresa portuguesa a produzir fósforos, na Península Ibérica, e das poucas a nível mundial. Esta nova empresa foi criada por Jaime Teixeira Pinto, ex-director de fábrica da ‘Fosforeira Portuguesa’, que se recusou a deixar desaparecer uma industria única. A ligação à empresa já existia por via do pai, Carlos Amândio Yrache Teixeira Pinto, que desde a sua formatura sempre trabalhou na empresa e foi grande promotor do desenvolvimento técnico das fabricas de fósforos.

24 de fevereiro de 2011

Publicidade Antiga ao Automóvel (3)

                                          1910                                                                          1916

     

                                       1926                                                                           1927

     

                                        1910                                                                            1933

      

Antigamente (6)

                                                                        Fragatas do Tejo

                                  

                       Publicidade ao “Hotel da Península” no Largo das Igrejas (Loreto) ao Chiado

                                 

                                                        Junta Nacional de Energia Nuclear

                                 

                      Autocarro de 2 andares e o táxi Oldsmobile, de 1928, do Sr. Augusto Macedo

                                 

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

23 de fevereiro de 2011

Bancos e Publicidade (2)

                             Anúncio de 1910 …                                                                 … 1910 …

  

                                    … 1909 …                                                                            … 1910 …

  

                                    … 1914 …                                                                            … 1914

 

22 de fevereiro de 2011

Fábricas Triunfo

Sociedade de Mercearias e Farinhas Limitada "Fábricas Triunfo"  , foi fundada 1 de Fevereiro de 1923. Entre os industriais de Coimbra que fundaram as Fábricas Triunfo, em 1923, contaram-se como os seus principais promotores, Mário Pais e Adriano Viegas da Cunha Lucas.

Na década de 1920 a 1930, Adriano Lucas desenvolveu uma grande e intensa iniciativa empresarial através da criação de várias empresas em Coimbra e na região. Para além das "Fábricas Triunfo", também fundou a "Auto-Industrial" (1920), o "Café-Restaurante Santa Cruz" (1923), o "Diário de Coimbra" (1930) e algumas outras empresas já desaparecidas. Durante várias décadas do séc. XX as Fábricas Triunfo e a Auto-Industrial foram as duas maiores empresas de Coimbra em volume de negócios e as duas maiores empregadoras

No Loreto (ou Pedrulha) junto da linha de caminho de ferro, situavam-se duas unidades distintas:  O edifício da moagem que albergava duas unidades: Uma moagem de trigo mole que produzia farinha para bolachas e panificação e outra de trigo «durum» que produzia sêmolas para massas. E o edifício das rações que produzia alimentação para animais. Na Pedrulha situava-se a fábrica de biscoitos, bolachas e rebuçados e o edifício do descasque de arroz. Ficavam também aqui, as oficinas da frota de camiões e as de assistência técnica, parte eléctrica e mecânica.

Título de 1 Acção na passagem a S.A.R.L.

1934

1961

 

As “Fábricas Triunfo”  integravam a produção de bolachas, massas alimentícias, rebuçados e drops, descasque de arroz e rações para animais. Tinham delegações no Porto, Abrantes e Faro. Na década de 70, chegaram a empregar mais de um milhar de trabalhadores.

 

      

  

 

 

fotos anteriores in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

Em 8 de Dezembro de 1938 a fábrica de Massas e Bolachas na Zona Industrial da Pedrulha, na Rua dos Oleiros em Coimbra sofre um grande incêndio. As "Fábricas Triunfo", então uma das unidades fabris mais emblemáticas da cidade de Coimbra,  era atingida por um dos maiores incêndios ocorridos localmente, tendo sido combatido pelos Bombeiros Voluntários e Municipais de Coimbra. A destruição das instalações foi quase total. Apenas se salvou a fábrica de moagem situada nas traseiras do edifício e que nada sofreu.

                                  
                                            foto in: Encontro de Gerações

No dia 10 de Dezembro de 1938 o jornal  "Diário de Lisboa’" noticiava:

« Hoje foi aberto o segurado cofre dos escritórios das fábricas, que continha importantes documentos e 60 contos em notas do Banco de Portugal. Tanto o dinheiro como os documentos ficou tudo inutilizado. (…)  As fábricas estavam seguras em 100.000 libras. Porém os prejuízos são cerca de 4.000 contos acima dessa importância. As companhias seguradoras são quatro e todas inglesas: A “Scotish Union”,  a “Alliançe”, a “Central” e a “Pearl”.»

Mais tarde, as moagens de trigo mole e «durum» em 1964 passaram para o Loreto, e ainda uma fabrica de massas que se manteve até ao fecho da "Triunfo".

A "Triunfo" fábrica em Carnaxide onde produzia massas e olachas. Após ter sido comprada pela Nutrinveste (Grupo Mello) foi deslocalizada, encerrando todas as fábricas (Coimbra e Carnaxide) passando a produzir apenas bolachas em Mem Martins (ex-Nacional).

                                                                       Reclamo luminoso no Rossio

                                       Reclamo no Rossio

                                                              1948                                                             Embalagem                               

                         

As fábricas de alimentos compostos de animais (rações) estavam localizadas no Lorêto. Estas recebiam os cereais a partir de um ramal ferroviário próprio.

                       

A saga recente da "Triunfo" passa pela sua compra pela "Nutrinveste" (Grupo Mello). Foram-lhe agrupadas a "Nacional - Cª Ind. de Transformação de Cereais" (bolachas) e a "Proalimentar" (Leiria), passando a fabricar os seus produtos, quer em Coimbra quer numa moderna fábrica em Carnaxide inaugurada em 1975, com enorme quota de mercado.

Todas as fábricas foram sendo encerradas (Oleiros, Lorêto, Pedrulha e Carnaxide) e apenas a produção de bolachas passou a ser feita em Mem Martins, uma fábrica ex-"Nacional", para onde foram deslocalizados os fornos e máquinas da Pedrulha.

                                                Actual estado de abandono das fábricas do Loreto, em Coimbra

        
        fotos gentilmente cedidas por João Silvano

A fábrica em Mem Martins, continua em laboração tendo sida integrada no universo da multinacional Kraft, em 2006, depois de ter sido adquirida anteriormente pela britãnica “United Biscuits” . A sua denominação actual é:  "Kraft Foods Portugal Ibéria - Produtos Alimentares, Unipessoal, Lda.’". Esta fábrica produz presentemente bolachas das marcas Belgas, Chipmix e todas as da Triunfo. A unidade produz para o mercado português, mas também para países onde existem emigrantes portugueses, como França ou Luxemburgo, e para as ex-colónias portuguesas, principalmente Angola.

                                                                          Fábrica em Mem Martins

                                    

Em 1997, em homenagem a Adriano Lucas, a Câmara Municipal de Coimbra atribuiu à artéria onde está localizado o Diário de Coimbra a denominação de Rua Adriano Lucas.