30 de junho de 2011

Antigamente (13)

                               Desfile de viaturas de Bombeiros na Festa das Flores em Lisboa, 1927

                                     

                                                     Cilindro de pavimento de estrada, em 1940

                                      

                                                              Carro de Bois na faina agrícola

                                      

                                                           Linha de montagem de televisões

                                       

fotos in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

29 de junho de 2011

Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa

No seguimento do post de 11 de Setembro de 2010 intitulado “Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa”, publico algumas fotos do ano de 1905, do então “Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa” no Quartel nº1 na Avenida D. Carlos I.

Recordo, entretanto, que este corpo de bombeiros foi criado em 25 de Agosto de 1395 com o nome de “Serviço de Incêndios”, mudando de designação para “Companhia da Bomba” em 1834, depois em 1852 para “Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa”. Em 1925, o Corpo, já novamente sob tutela do município, passa a denominar-se “Corpo Municipal de Salvação Pública”. Em 1930 passa a denominar-se “Batalhão de Sapadores Bombeiros”, e em 1988 sobe de escalão para “Regimento de Sapadores Bombeiros”.

                                           “Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa”, em 1905

                 Bomba a vapor puxada por cavalos                                                       Camarata

 

                               Oficina de ferreiros                                                       Montagem da Bomba “Flaud”

 

                          Tratando do cavalo                                                                     Sala de Bilhar

 

                            Oficina de tipografia                                                   Oficina de material telefónico  

 

Para consultar mais fotos históricas, e história do RSB de Lisboa ver post de 11 de Setembro de 2010 intitulado “Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa”, na etiqueta ‘Bombeiros’.

fotos in: Hemeroteca Digital

28 de junho de 2011

Palácio da Justiça do Porto

O Palácio da Justiça do Porto está localizado no Campo dos Mártires da Pátria, na freguesia de Miragaia instalado em parte do terreno que configurava a antiga Praça da Cordoaria. Faz parte do conjunto construído em torno do Jardim da Cordoaria, caracterizado por edifícios de grande expressão arquitectónica, tais como: o edifício da Universidade do Porto, o Hospital de Santo António, a Igreja de São José das Taipas  e Tribunal da Relação do Porto. Na proximidade encontra-se a Igreja e Torre dos Clérigos.O edifício começou a ser construído em 1958 e foi inaugurado em 20 de Outubro de 1961, pelo Presidente da República Almirante Américo Thomaz.

          

Projectado pelo arquitecto Raul Rodrigues Lima, foi construído pela ‘Sociedade de Construções de Cabanas de Viriato’. A par do desempenho de Rodrigues Lima - que acumulava, nesta data, grande conhecimento e experiência ao nível do programa judicial -, contou com a colaboração de algumas figuras ligadas à Comissão das Construções Prisionais - entidade do Ministério das Obras Públicas responsável pelo acompanhamento e definição das linhas programáticas do edifício - como o engenheiro Pedreira de Almeida, que definira o estudo de estabilidade conjuntamente com Ciro de Oliveira Pinto. O engenheiro Magalhães Cruz Azevedo, foi o  responsável pelo projecto de instalação eléctrica, aquecimento e comunicações. O próprio Ministro da Justiça, Cavaleiro Ferreira definiu os pressupostos programáticos do edifício.

                 Escadaria Principal e átrio do Andar Nobre                                              Átrio Principal

        

Sua fachada é feita de granito e nela há uma galeria de dez pilares que apoiam a entrada do átrio, e ao lado vários outros pilares em semicírculo. Na ligação entre os dois está localizada uma estátua da justiça do escultor Leopoldo de Almeida, e, ao fundo dela, temas bíblicos e simbólicas das quatro virtudes cardeais num baixo relevo em granito do escultor Euclides Vaz

               Escultura de Leopoldo de Almeida                          Esculturas, de Barata Feyo na entrada principal

      

Obra por excelência de representação do poder e autoridade, tratava-se, essencialmente, de conferir ao Palácio de Justiça uma formalização de acento monumentalista, capaz de traduzir no seu discurso as funções representativas e celebrativas do Poder Judicial, aqui associado a uma concepção religiosa, expressas na memória descritiva que acompanha o projecto de execução: "Os verdadeiros Palácios de Justiça, tal como é lógico que se denominem, só existem nas grandes cidades e resultam de necessidades económicas e funcionais. O número de tribunais incorporados nesses edifícios é variável pelo facto de serem diferentes as interpretações dadas ao Poder Judicial”.

                                  Sala de Audiências                                                                    Secretaria

        

Desenvolvido em sete pisos, o edifício obedece a uma composição volumétrica que toma como base a separação clara de três áreas funcional e hierarquicamente distintas: o Tribunal da Relação - de maior importância hierárquica dentro do sistema judicial -, os Tribunais Cíveis e a zona dos "passos perdidos" de circulação, permanência e distribuição.

Autonomiza, assim, no corpo sul, os serviços do Tribunal da Relação, a Procuradoria-geral da República, a Biblioteca, a Ordem dos Advogados e a Câmara dos Solicitadores. Este corpo é exteriormente protagonizado por uma expressiva "abside" que reforça a natureza central e o carácter ritualizado da Sala de Audiências do Tribunal da Relação.

                                                                            Serviços administrativos

       

No corpo norte, os Tribunais Cíveis distribuem-se em torno de um espaço de configuração claustral, que comporta as Salas de Audiências, as Secretarias Judiciais, os gabinetes de magistrados, a sala de advogados, entre outros serviços afectos ao funcionamento dos tribunais. A "área nobre" do Tribunal desenvolve-se ao nível do 5º piso, onde se instalam a Sala de Audiências, a Sala das Sessões, o gabinete do Juíz Presidente da Relação e a antiga Sala de Recepções, actualmente afecta ao Museu Judiciário

                                                                                 Tribunal da Relação

                              Sala de Audiências                                                               Sala de sessões

        

                 Gabinete do Juiz Presidente da Relação                                             Sala de Recepções

        

O Palácio da Justiça do Porto foi enriquecido com 50 obras de arte da autoria de 25 artistas, entre os quais sobressaem Martins Barata, Euclides Vaz, Leopoldo de Almeida, Guilherme Camarinha, Fernando Fernandes, Barata Feyo, entre outros. O programa definido partira da ideia fundamental que: "o embelezamento dum grande Tribunal deverá ter não apenas fins estéticos, mas objectivos educativos, adequados no seu espírito à natureza dum Palácio de Justiça"

                                     “Partida da Armada do Infante D.Henrique para Ceuta”, de Martins Barata

                                       

“Criação da Casa da Relação do Porto em 1583”, de Augusto Gomes eFundação do Tribunal do Comércio”, de Isolino Vaz

          

fotos in: Tribunal da Relação do Porto, Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

27 de junho de 2011

Teatro Circo de Braga

O Theatro Circo de Braga foi projectado pelo arquitecto Moura Coutinho, sendo construído em parte no espaço anteriormente ocupado pelo extinto Convento dos Remédios. As obras iniciaram-se em 1911 e terminaram três anos mais tarde em 1914. A sala principal, de estilo italiano e com uma capacidade de 1500 lugares, estava organizada em estrados para uma fácil adaptação entre os vários tipos de espectáculos. Dada a sua dimensão e arquitectura foi considerado um dos maiores e mais belos teatros de Portugal.

                                                                   Theatro Circo de Braga

                        

                                         Notícia da inauguração na revista “Ilustração Portugueza”

                                    

O seu interior era composto por uma sala de planta circular (circo), com uma lotação de 1200 lugares distribuídos por plateia (446), de coxias longitudinais, e 3 balcões com guardas de ferro forjado sobre colunas de ferro fundido (1º balcão - 110 lugares + 10 camarotes; 2º balcão - 70 lugares + 20 camarotes; e 3º balcão - 28 camarotes). Palco à italiana, com boca de cena em arco ligeiramente abatido. Boca de cena debruada com decoração neo-barroca. Cobertura da sala em cúpula.

                                                                       Sala de Espectáculos

 

Em 21 Abril de 1914 o Theatro Circo de Braga é inaugurado com a apresentação da opereta “Rainha das Rosas”, da Companhia de Teatro Éden de Lisboa, sob a direcção de Luiz Galhardo, sendo Palmira Bastos a actriz principal. E no dia seguinte, a 22 Abril, são descerradas duas placas de mármore em homenagem à actriz Palmira Bastos e ao Arquitecto Moura Coutinho, e em 27 Junho do mesmo ano é inaugurado o cinematógrafo com o filme “Aventuras de Catalina”.

                                                                               Grand Foyer

 

Entre Agosto de 1919 e Fevereiro de 1920 o Theatro Circo encerra para obras destinadas à transformação da sala de espectáculos, e em 1922 cantou-se pela primeira vez ópera no Teatro Circo. Entre 1918 e 1925 o Theatro Circo é gerido pelo Teatro Sá da Bandeira. Neste período assiste-se a grandes espectáculos, como as óperas “Madame Butterfly” de Puccini e “Aida” de Verdi. É também tempo para revelações artísticas locais, como as estreias do Orfeão de Braga e da Orquestra Sinfónica de Braga. Durante a década de vinte foi criado no imóvel o Salão Nobre.

               Grand Foyer                                                                                 Átrio

 

Na década de trinta, ao teatro, à revista, ao circo, ao cinema mudo e à música junta-se o cinema sonoro. Esta renovada arte marca um ponto de viragem no Theatro Circo. As exibições de filmes de Charlie Chaplin ou de Rudolfo Valentino ou de filmes nacionais como “Minha Noite de Núpcias”, provocam o declínio das então artes tradicionais. No ano de 1933 o Theatro Circo e o Cinema São Geraldo mudam de gerência, que é entregue a José Luís da Costa do Teatro Garrett da Póvoa de Varzim. A Sociedade Dramática Bracarense, em 1935, inicia-se aqui no mundo do espectáculo.

                   Publicidade de 1932, ao aparelho sonoro “Bauer” instalado no “Teatro-Circo de Braga”

                                          

                                       Buffet                                                                            Sala de Bilhar

 

Em 21 Abril de 1935 tem lugar as grandes festas comemorativas do 20º aniversário, e em 21 de Abril de 1940 a comemoração das bodas de prata dá-se com um espectáculo em que tomou parte, como tenor, D. Ascenso de Siqueira Freire. Entre os anos de 1943 e 1950 verifica-se o  período em que a prosperidade do Teatro Circo atinge o auge, procedendo-se, em conformidade, a grandes obras de beneficiação e embelezamento.

Durante o período do Estado Novo, além das actuações culturais censuradas pelo Estado, o Theatro Circo é utilizado como palco de campanha e acções de propaganda. De salientar o dia 1 de Junho de 1958, quando os espectadores foram “convidados” a assistir da varanda do Salão Nobre à enorme violência exercida pela policia sobre o povo adepto da Oposição Democrática liderada pelo General Humberto Delgado.

                                   Camarim                                                                              Galeria

 

fotos in: Histórias por um Canudo

No ano de 1958 o relatório apresentado em Assembleia Geral do Teatro Circo de Braga, testemunha a existência de uma crise, em parte devida à instalação da TV nos cafés. A 5 de Outubro 1974 é inaugurada no Theatro Circo uma sala de cinema «Estúdio», No entanto, a abertura de novas salas de cinema na cidade e a ascensão da televisão em Portugal provocam o declínio económico do Teatro Circo. Na tentativa de recuperar alguma rentabilidade, foi vendido o Café Bristol (café situado na esquina do edifício) a uma instituição bancária, que aí instalou uma agência. Em Julho de 1984 instala-se, em Braga, a CENA, Companhia Profissional de Teatro de Braga, sendo em 1987 celebrado acordo para cedência a esta Companhia de Teatro do espaço do salão nobre do Teatro Circo.

Em 1988 a Câmara Municipal de Braga adquire o edifício do Teatro Circo pelo montante de 300.000 contos (1,5 milhões de euros) e no ano 2000 iniciam-se as obras, dirigidas pelo arquitecto Sérgio Borges, orçadas em 2 milhões e 600 mil contos (13 milhões de euros) que resultam da comparticipação de fundos da União Europeia e do Ministério da Cultura.  Sob o referido pojecto foi traçado um plano de requalificação do edifício, que incidiu na recuperação da sua traça original (exteriores e interiores) e na requalificação do Salão Nobre, do Foyer e da sala principal (agora com 899 lugares).

                                             Imagens do Teatro Circo de Braga, actualmente

                              

    
 
Foram criadas duas novas salas, uma com 250 lugares e outra de ensaios, uma zona museológica, uma livraria de artes, um restaurante, um café-concerto e bares. A sala principal está dotada para todo tipo de artes realizadas em salas de espectáculos, tais como o teatro, a dança, a música, o cinema, a Ópera, entre outros, possuindo também um dos melhores sistemas de som da Europa.

 
 
A reabertura do “novo” Teatro Circo de Braga foi a 27 de Outubro de 2006, com um concerto da orquestra sinfónica Nacional Checa, com obras de Nino Rota sob a direcção de seu sobrinho Marcello Rota.

24 de junho de 2011

O Telefone em Portugal (6)

 Sala de medidas da Estação Central Telefónica de Lisboa              Instalação de cabos telefónicos aéreos

 

                                                        Laboratório de verificação técnica

 

               Contagem de chamadas locais                                                  Atendimento no PABX

 

fotos in: Fundação Portuguesa das Comunicações